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6º Bienal do Mercosul

23 Outubro, 2007

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As duas mais paradigmáticas mostras de artes visuais da contemporaneidade tiveram lugar neste ano de 2007, atraindo, como sempre, milhares de visitantes. Uma, na verdade, ainda não terminou: trata-se da matriarca de todas as bienais, a Bienal de Veneza, na Itália, que segue até 21 de novembro arregimentando diversos elogios. Já não se pode falar o mesmo da Documenta de Kassel, na Alemanha, que encerrou sua 12ª edição no dia 23 de setembro sob uma saraivada de críticas e correndo o sério risco de passar à história como a mais desarticulada e fraca de todas as Documentas.

Pois são Veneza e Kassel que estabelecem os rumos para os chamados “mega-eventos” no campo das artes visuais. Quando a Bienal de Veneza foi criada, em 1895, a idéia era realizar uma grande e internacional exposição, para a qual os países convidados enviariam suas representações; ou seja: havia um curador geral, que indicava o tema a ser discutido e os comissários/curadores de cada país, que escolhiam os artistas locais.

Foi este o padrão adotado pela Bienal de São Paulo e pela Bienal do Mercosul, pelo menos até as suas penúltimas edições. Já a Documenta, que acontece somente de cinco em cinco anos, despontou em 1955 na pequena cidade de Kassel, espécie de centro geográfico da Alemanha, como um eixo entre o sul e o norte, fronteira também entre as antigas Alemanha Oriental e Ocidental. Seu idealizador, o pintor e designer Arnold Bode, concebia a mostra como uma oportunidade tanto para a integração entre as diversas manifestações artísticas, quanto para o debate em torno de questões muitas vezes filosóficas e até mesmo políticas. Foi com esse espírito que Bode reuniu, em 1964, na Documenta 3, intelectuais do porte de Ernst Bloch, Hans Magnus Enzensberger e Paul Celan para discutir a “utopia”.

Mas o fato é que esses modelos (sobretudo o da Bienal de Veneza) enfrentam uma saturação, levando curadores a repensar o propósito dos mega-eventos, que tantas vezes mais se assemelham a frondosas “feiras de arte”, dada a quantidade excessiva de trabalhos expostos, o que também dificulta uma apreciação mais crítica das obras.

Foi discutindo questões como essas e avaliando o percurso de dez anos da Bienal do Mercosul que a diretoria da Fundação Bienal resolveu dar um novo rumo ao evento. De certo modo, tal mudança aparece na própria metáfora tomada como mote desta 6ª edição: a Terceira Margem do Rio. Mas, o que seria isso?

         Entre o regional e o global

No conto A Terceira Margem do Rio (1962), de João Guimarães Rosa, um homem, que sempre permanecera às margens de um rio, de repente decide que não quer mais ficar ali, e resolve viver silenciosamente em um barco, no meio daquele mesmo rio. O curioso é que o barco não corre com o rio, mas permanece parado, como se tivesse criado raízes, modificando a própria paisagem do lugar. É a partir desta metáfora que o curador-geral da 6ª Bienal do Mercosul, o espanhol Gabriel Pérez-Barreiro, pensou o evento.A Bienal está em meio a uma encruzilhada entre o local e o internacional. Até aqui, em contraposição ao modelo globalizado e sem fronteiras das mostras mais referenciais, como a Bienal de São Paulo, a Bienal do Mercosul vinha sendo localista, com uma representação limitada, mas sempre presente de cada país, escolhida por um curador da mesma origem. Mas esse formato se esgotou. Ser uma mostra totalmente internacional, a meu ver, também não resolveria o problema. A criação de um espaço intermediário, uma “terceira margem”, acabou sendo uma saída que me pareceu adequada. O visitante que percorrer de forma desprevenida os espaços da bienal, sobretudo os armazéns do Cais do Porto, lá pelas tantas poderá se perguntar: “Mas onde estão os artistas do Mercosul?” Esse é um dos aspectos mais polêmicos: dos 67 artistas participantes, 29 procedem de países fora do eixo da América Latina, o que descaracteriza o conceito original da mostra. Segundo Pérez-Barreiro, a idéia foi justamente de pensar essa bienal não “do” Mercosul, mas “a partir do” Mercosul. Nesse processo, foram englobados 23 países.

Na realidade, a bienal nunca foi apenas do Mercosul. Desde a sua primeira e antológica edição (1997), com curadoria de Frederico Morais, ela adotou o formato de uma bienal latino-americana, incluindo fortes representações do Chile, da Bolívia e da Venezuela. E, a cada dois anos, outros países da América do Sul eram convidados, como a Colômbia e o Peru. Na 4ª Bienal, a fronteira se expandiu ainda mais, incluindo o México e a chamada Mostra Transversal, com artistas de várias partes do mundo. O mesmo se deu na 5ª edição, com Fronteiras da Linguagem, reunindo trabalhos de nomes como Marina Abramovic e Ilya Kabacob. Mas, agora, o escore está praticamente empatado, fazendo desta 6ª Bienal a mais internacional de todas.

Segundo o presidente da 6ª Bienal, Justo Werlang, o modelo adotado nesta edição está em teste e não quer dizer que permaneça, mas ele reconhece que a mudança era necessária.Pérez-Barreiro, primeiro curador do evento não brasileiro, além de abolir o tema, centrando o norte curatorial numa metáfora que aponta para a deslocalização e o trânsito, optou por uma bienal enxuta, com poucos artistas (67) e obras (350), optou também por trabalhar não com curadores de representações nacionais, mas com uma equipe integrada de curadores.

E dividiu a mostra em seis segmentos: três exposições coletivas e três monográficas, sendo que os artistas homenageados são o argentino Jorge Macchi (1963), cujos trabalhos ganharam as galerias do Santander Cultural, o uruguaio Francisco Matto (1911-1995) e o brasileiro-sueco Öyvind Fahlström (1928-1976), que dividem o MARGS. Já as coletivas estão nos armazéns do Cais do Porto. São elas: Conversas, Zona Franca e Três Fronteiras.DiálogosA idéia de uma bienal “desde” o Mercosul encontra em Conversas o seu eixo mais instigante. Neste módulo, os curadores Pérez-Barreiro e Alejandro Cesarco convidaram nove artistas-âncora que, por sua vez, convidaram outros dois artistas, com os quais se identificam. A partir dessas escolhas, os curadores escolheram um quarto nome.

Outra interessante sala de Conversas é a que traz a pintura de paisagem como mote. O chileno Pablo Chiuminatto é quem a articula. Além de uma pintura sua, Chiuminatto “convidou” parte de sua própria biblioteca, exibindo vários livros de arte abertos e indicando, de forma inusitada, os seus referenciais na História da Arte: Gerhard Richter, Claude Monet, Emil Nolde e Mark Tansey, entre outros. O segundo escolhido foi o também chileno Adolfo Couve, que apresenta, assim como Chiuminatto, uma suave e intimista paisagem, de muitas manchas, quase uma abstração. Para amarrar o núcleo, a brasileira Katie van Scherpenberg, com uma paisagem de igarapé, feita a partir de colagem, têmpera, gesso e pigmentos diversos sobre tela.           

            Zona Franca           

Se Conversas se pauta pelo olhar do artista, em Zona Franca temos um segmento mais convencional, com as escolhas dos curadores Moacir dos Anjos (Brasil), Luis Henrique Perez Oramas (Venezuela), Inês Katzenstein (Argentina) e Pérez-Barreiro. Os trabalhos geralmente se encontram de forma isolada, ou seja, cada qual recebeu uma pequena sala, havendo pouca interferência entre os mesmos, seja visual ou sonora.

Aliás, este é um dos pontos altos desta edição, que apostou numa museografia mais limpa e arejada, privilegiando cada obra e descartando a aparência de “parque de diversões”, tantas vezes marcante (infelizmente!) em eventos do gênero. Outro aspecto digno de nota é a inserção de áreas de convivência ao longo dos armazéns, com bancos nos quais se pode parar, conversar ou simplesmente descansar.           

Zona Franca traz várias obras de grande qualidade, como os dois vídeos do inglês Steve McQueen (trabalhos de 2002, sempre exibidos conjuntamente), as paredes de banheiros da norte-americana Beth Campbell (2004), os filmes nonsense dos portugueses João Maria Gusmão e Pedro Paiva, e os vídeos do mexicano Yoshua Okon (1999-2000). Esse último mostra diversas situações bizarras que têm como protagonistas policiais mexicanos. A maioria dos vídeos é registro de conversas entre o artista/câmera e os policiais. Há aquele que se irrita com a presença de Okon, ameaçando-o verbalmente, há o que dança de modo desajeitado; há o que imita movimentos de um fisiculturista; há o que aceita suborno… O mais estranho é que, tal como um reality show, os policiais parecem se comportar de modo mais esdrúxulo justamente por estarem diante de uma câmera de vídeo. Questionando a ética e a moral desses servidores do Estado, Okon propõe uma crítica aos limites entre legalidade e poder.            Numa perspectiva mais poética, a instalação Marulho (1991-2001), do brasileiro Cildo Meirelles, recria uma estrutura semelhante a um píer.

Da plataforma de madeira, o visitante observa centenas de livros e revistas que cobrem inteiramente o chão e de cujas páginas despontam fotografias de mares. A sobreposição desses impressos cria um movimento, acentuado pelo som, semelhante ao de ondas na praia.

Este som também é constituído pela justaposição, desta vez da palavra água, em 80 línguas diferentes, enunciadas por pessoas de várias idades, gêneros e procedências. O som, desta forma, é fruto de todos, mas não é de ninguém, invocando o mar como espaço de trocas simbólicas e de ligação entre territórios e povos de distintas culturas. Um “terceiro lugar”, uma “terceira margem”.            

Se Marulho cria toda uma ilusão visual e sonora que remete ao mar, o norte-americano Dario Robleto, em Oh, aqueles espelhos com memória (1997), recruta a plena imaginação do leitor para “visualizar” suas criações. Seu trabalho consiste basicamente em textos fixados junto às paredes, tal como legendas de obras de arte. Ele dá um “nome” à obra, aponta os materiais que a constituem, descreve-a e insere a data. Cria, assim, um campo de incerteza, uma tensão entre a descrição textual e a sua representação visual, estruturada na imaginação de cada um. E questiona, naturalmente, se o texto pode dar conta da imagem.           

Mas o trabalho mais lírico e comovente de Zona Franca (quiçá, o melhor trabalho da 6ª Bienal!) é o conjunto de vídeos do sul-africano William Kentridge, um dos nomes mais importantes da arte contemporânea mundial. Nessa obra, intitulada Sete fragmentos para Georges Mèliés, Kentridge presta uma homenagem ao ilusionista francês Georges Mèliés (1861-1938), um dos precursores da sétima arte e criador do filme Viagem à Lua (1902). Seu assunto, porem, é sempre o desenho: desenho como tempo e também memória, daí o seu processo de apagamento e transformação.           

No final dos anos 80 e início dos 90, Kentridge desenvolveu uma técnica única de animação, na qual as figuras são esboçadas em carvão, depois parcialmente apagadas para, na seqüência, re-emergir, transfiguradas, num fluxo contínuo de apagamento e re-inscrição. Assim, uma seqüência completa é contida numa só folha de papel, sendo que o campo de operações do artista é determinado por este constante vaivém entre o desenho e o seu registro pela câmera. Se, na animação tradicional, são necessárias novas imagens para cada alteração, aqui um único desenho é permanentemente transformado, não só registrando as alterações de posição, o desaparecimento e o movimento de objetos e pessoas, como também os traços fantasmáticos e palimpsésticos de sua própria trajetória.            

        3 Fronteiras           

A mostra Três Fronteiras, com curadoria do paraguaio Ticio Escobar, tinha tudo para ser um outro ponto alto da bienal, mas não vingou. A idéia era articular relações a partir da fronteira fluvial entre o Brasil, o Paraguai e a Argentina, por meio dos rios que estabelecem os contornos geográficos, o Paraná e o Iguaçu. Essa região, denominada de “tríplice fronteira”, é marcada pela contravenção, pelo tráfico e pelas tensões típicas de zonas limítrofes.

Para discutir esses espaços, foram convidados, integrando um programa internacional de residência, os artistas Jaime Gili (Venezuela), Daniel Bozhkov (Bulgária), a-1 53167 (Aníbal López, Guatemala) e Minerva Cuevas (México). Mas os trabalhos não funcionam, e alguns são prejudicados justamente pelo caráter expositivo, como é o caso de A Custódia, de Aníbal López, composto por dezenas de caixas de papelão vazias e protegidas por sacos de plástico negros, que cruzaram da margem paraguaia para a brasileira, tal como contrabando, chegando, dias depois, a Porto Alegre.

No armazém A7, as caixas estão simplesmente amontoadas, perdendo-se o sentido da ação.               

       Monográficos           

Entre os artistas homenageados, o destaque fica, inegavelmente, para o argentino Jorge Macchi, nascido em 1963. De uma certa maneira, Macchi sintetiza a essência dos trabalhos apresentados, mesclando um domínio tanto do manual, como do conceitual, e exigindo a participação ativa do espectador.

Sua mostra é desconcertante, dada a simplicidade e o requinte que reverberam de suas obras. Pautado no fragmento, seja ele de textos recortados de jornais, de músicas, de mapas ou de enquadramentos, Macchi propõe histórias e distintas leituras e associações por parte do observador. Indica caminhos convergentes sugere mensagens cifradas (como em Vítima Serial, de 2001) e reflete sobre o infinito, mesmo que seja atrasando para sempre o início do filme, como no vídeo A Flecha de Zenão (1992), ou prolongando ininterruptamente os finais de velhos filmes dos anos 40, num eterno “The End”.

Em seus mapas, Macchi também recorta os espaços e locais de referência, mantendo apenas os caminhos e suas múltiplas possibilidades, já que desconhecemos, agora, seus destinos.            

         Na balança           

De uma forma geral, a 6ª Bienal apresenta um saldo bem positivo: menos obras, grande qualidade da maioria delas, mais espaços de circulação. Fica, no entanto, uma sensação estranha, de uma bienal que pouco arriscou. 

Geralmente se cobra das bienais que elas tragam o novo, o que está despontando. E não foi essa direção tomada. O perfil que a Bienal do Mercosul está adotando como um todo e que deixa explícito nesta edição é o de formadora de público. E, colocando na balança, está certa. O acesso a obras de arte no Brasil ainda é muito restrito, e quantas não são as pessoas que se intimidam de entrar em um museu de arte? Nesse sentido, o investimento no Projeto Pedagógico, iniciado em abril deste ano e com curadoria de Luis Camnitzer, aponta os rumos de ação da Fundação Bienal. O presidente, Justo Werlang, chama a atenção para as inovações do projeto:

Na verdade, começaremos a ver o “efeito bienal” em breve, tanto em nível de formação de público para a arte contemporânea, como dos jovens artistas, que têm a oportunidade de apreciar, aqui, obras que muitas vezes só veriam no exterior. É curioso, porém, que os investimentos em torno da bienal ainda não tenham repercutido na consolidação do sistema das artes local. 

De fato, se a Bienal do Mercosul está repensando o seu modelo, por que não repensar também as engrenagens do sistema das artes sulino? Fica a provocação.            

       O Lado B da Bienal           

Paralelamente à 6ª edição da Bienal do Mercosul, acontecem em Porto Alegre dois movimentos que prometem dar novo rumo às artes visuais no Estado: a Bienal B e o Essa Poa é Boa. O primeiro, ao contrário do que possa parecer, não é um contraponto à “Bienal Oficial”, e sim uma grande mostra de trabalhos de centenas de artistas locais, espalhados em vários espaços da cidade.

A programação é tão intensa que, quase que diariamente, há um evento ou exposição abrindo na cidade, ligado à Bienal B. Já o Essa Poa é Boa, articulado a partir de doze artistas-âncora, tem lugar em uma antiga fábrica do DC Navegantes, na zona norte de Porto Alegre. Ali, 180 artistas trabalharam em grupo, desenvolvendo desde obras mais lúdicas, a trabalhos mais críticos e poéticos. O projeto, que encerra em dezembro, mostrou uma faceta nova dos artistas sulinos, “mais adulta”, segundo Paulo Gomes.      

- Durante anos os artistas daqui ficavam se lamuriando, reclamando de tudo e, desta vez, eles foram à luta para dar visibilidade aos seus trabalhos. Em termos de organização de classe, tanto o Essa Poa é Boa, quanto a Bienal B são fenomenais, independente da qualidade do que está sendo mostrado. A partir de agora, não se pode mais falar de arte no Rio Grande do Sul sem ter isso como marco.

Veja aqui o mapa para chegar até o Cais do Porto.

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Web 2.0

25 Setembro, 2007

Web 2.0, ou melhor, a segunda geração da internet.

Foi após uma conferencia de Brainstorming, em outubro de 2004 que o conceito da Web 2.0 cresceu. O vice-presidente da  O Reilly percebeu que ela estava mais extraordinário do que nunca com as novas técnicas aplicadas. Na reunião, foram citados exemplos do que seria esta nova tecnologia e as ferramentas que seriam utilizadas neste novo projeto.

E deu certo!

Com esta conferencia começaram a surgir significados para este novo formado de web 2.0. Esses sites estão sempre atrás de novidades, sendo assim, nunca estão finalizados, conquistando os usuários.

Podemos usar como exemplo, um site que todos usamos com freqüência o GOOGLE. Outro site que está sendo bastante utilizado é o YOUTUBE. Concluímos então que esses sites são superiores no mercado da éra Web 2.0.

O maior objetivo da Web 2.0 é usar o meio virtual como fonte para serviços e atividades de relação entre as pessoas que o utilizam.

Citados como exemplo:

Orkut - site de relacionamentos

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11 Setembro, 2007

11-de-setembro.jpg O dia 11 de setembro de 2001 foi anormal para a grande maioria das pessoas do mundo. Todos aqueles que tinham acesso a algum meio de comunicação ficaram chocados com as imagens de aviões explodindo no World Trade Center, em Nova York.

Neste dia, estava já acordada… Tomei o café da manhã e me preparava para ler algumas coisas para a Faculdade quando o telefone tocou e houve o seguinte diálogo:

 - Gí, tu estás sabendo o que está acontecendo no mundo?
- Como assim? O que está acontecendo no mundo?
- No mundo, literalmente falando. Ligue a TV em qualquer canal que te explico o que está acontecendo?Liguei na Globonews, que com certeza estaria de plantão qualquer coisa que fosse que estivesse acontecendo. Vi então uma imagem do World Trade Center pegando fogo.

Depois disso vi aquela cena que veria repetida umas milhares de vezes naquele dia e nos seguintes: um avião vem sendo acompanhado pela câmera, desvia e choca-se frontalmente com o prédio que ainda não estava pegando fogo. 

Aquilo era uma demonstração de que não era um acidente, e que a autoridade e a segurança interna dos EUA estavam sendo contestadas.

Parecia um filme de ação dos melhores de Hollywood. Aviões fantasmas rondavam os céus, que chocados não entendiam ainda o que acontecia.

As câmeras mostravam os prédios pegando fogo e os apresentadores tentavam explicar o que parecia inexplicável: dois aviões haviam se chocado contra o símbolo maior do capitalismo dos EUA. Uma suposta bomba havia explodido no já evacuado.

Torres desabando. Foi algo assustador. Cento e tantos andares vieram ao chão com tal perfeição que não tínhamos visto em nenhuma implosão.

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Como aquela torre enorme estava no chão? E a outra, desabaria também? As TVs começaram a focar nas pessoas desesperadas se jogando de lá de cima.

Começaram as especulações: quantas pessoas estavam lá dentro? 5.000? 10.000? 20.000? Ninguém sabia. Onde estavam os outros aviões?!

O tempo passou e nada mais acontecia. Mas todos continuávamos ligados na TV. 

Os números oficiais chegaram a contar mais de 6.000 mortos nos atentados, mas atualmente este número ronda na casa dos 3.000, por causa de pessoas que não estavam nos prédios e foram dadas como mortas e por repetições nas listas.

Pouco depois que a situação se acalmou, começaram os trabalhos de resgates das vítimas, que incluíam centenas de bombeiros e policiais que tinham subido nas torres pra ajudar na saída das pessoas que lá trabalhavam. Os trabalhos seguiram por semanas, mas só nos 3 primeiros dias foram localizadas pessoas com vida. Nos outros, somente restos e pedaços de gente.

Um mês depois já eram tratores e escavadeiras que trabalhavam no local.

Hoje, seis anos depois, os norte-americanos fizeram silêncio para lembrar os mortos nos atentados de 11 de setembro de 2001, enquanto Osama bin Laden reaparecia para elogiar os seqüestradores que cometeram o ataque.

Bin Laden, líder da rede Al Qaeda, responsável pelos ataques, desafiou os EUA com uma nova gravação de áudio, na qual elogia os “19 paladinos” que seqüestraram os aviões e os usaram como mísseis.

Também houve cerimônias no Pentágono, onde um terceiro avião foi lançado, e num campo da Pensilvânia em que um quarto avião caiu.

O presidente George W. Bush, seu vice, Dick Cheney, e as respectivas esposas fizeram um minuto de silêncio no jardim da Casa Branca pontualmente às 8h46 (9h46 em Brasília), quando o primeiro avião atingiu Nova York.

 

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11 Setembro, 2007

No dia 30 de agosto, a página inicial do site de notícias Globo.com passou por uma transformação. A principal mudança foi o aumento da resolução para 1.024 x 768 pixels, que permitiu a inserção de mais uma coluna, aumentando o espaço para notícias. As informações estão mais organizadas e a navegação está mais fácil – pois classifica as editorias por cores. O site perdeu a imagem de “jornal online” e ganhou um ar mais amigável, com menos textos, mais imagens e links – o que prende a atenção do internauta. Além disso, foi acrescentada uma quinta coluna que traz atualizações minuto-a-minuto e mostra a programação da TV Globo.Segundo o canadense McLuhan, o meio é uma extensão tecnológica e pode ser visto como ambiente de comunicação, tendo espaço para articulações. Visualizamos isso na internet, podendo entrar em links ou até mesmo debater em sites. Neste caso, o portal da Globo.com cria uma nova linguagem. A manchete, por exemplo, recebe a cor vermelha, o que seria pouco plausível em jornais, mas já está sendo utilizado em revistas. Outra novidade é o fato de as noticias mais lidas serem colocadas em destaque, como citado anteriormente. O telespectador da TV Globo, acostumado a receber passivamente o conteúdo oferecido pelo veículo, sente-se confortável ao acessar o site e deparar-se com a grande quantidade de imagens e assuntos que ele já conhece da televisão.

O site é um meio mais dinâmico do que o do veículo jornal ou TV, e que a Globo.com está utilizando as tecnologias do meio internet justamente para criar mensagens que não podem existir no meio TV ou jornal.

O autor ainda mostra maneiras de explorar a tecnologia da comunicação, usado como um jogo de interpretação. Cada leitor tem uma visão sobre o assunto e uma forma diferente  de interpretar o conteúdo em pauta. Se o texto estiver em português, somente os que dominam português vão entendê-lo.

Então, com o design mais objetivo, o portal Globo.com busca melhor aceitação do público, com tantas mudanças e modernidade, acho que já está conquistando.

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Quem eu sou:

14 Agosto, 2007

O mundo pertence a quem se atreveO mundo pertence a quem se atreveMeu nome é Giovana, tenho 23 anos, curso o 5º semestre de Jornalismo na UNISINOS. Moro em Porto Alegre sozinha, mas os amigos visitam com frequência.

Sou uma mordida em uma pimenta malagheta, rainha das TPM´s. Um furacão com DDA. A instabilidade e a timidez em um corpo de pavão.

Desisti de ser perfeita faz anos. Porém, não me calo quando estou insatisfeita. Costumo me magoar fácil e tenho sérios problemas com a solidão.

Acho que passei na fila do exagero mil vez. Tudo na minha vida parece exagerado. O amor, a dor, o sofrimento, a angústia, a tristeza, a alegria, a emoção.

Eu sou intensa.

Se gosto, gosto muito. Se quero, quero muito. Não sei viver uma vida mais ou menos. Não consigo ser meio feliz e não fico meio sem graça. Se fiquei sem graça foi por completo.

Eu exagero, e por isso muitas vezes sou mal interpretada. Se sorrio, estou dando mole; se dou atenção, fiquei fácil; se não quero assunto, sou grossa; se brinco demais, viro uma total tosca. Eu não falo meias palavras e nem dou recado pela metade: sempre fui sincera e este sempre foi o meu maior defeito. Sinto muito se não agrado a todos – essa nunca foi minha real intenção.

Erro e peço desculpas; fico emburrada sem razão; choro sem motivos; faço beiço e tempestade em copo d´água e implico por puro prazer.

Assumo o que faço e não fujo da verdade. Não preciso mentir, pois sei omitir.

E posso exagerar mil vezes no que digo e no que falo. Mas pelo menos eu falo.

Eu prefiro falar, do que calar.

Franqueza, minha fraqueza.

Na minha vida eu conheci pessoas maravilhosas e outras que tem a profundidade de um pires.

Ah, e claro, a vida continua – cada vez mais – cheia de amor, som e fúria.