O mundo pertence a quem se atreveMeu nome é Giovana, tenho 23 anos, curso o 5º semestre de Jornalismo na UNISINOS. Moro em Porto Alegre sozinha, mas os amigos visitam com frequência.
Sou uma mordida em uma pimenta malagheta, rainha das TPM´s. Um furacão com DDA. A instabilidade e a timidez em um corpo de pavão.
Desisti de ser perfeita faz anos. Porém, não me calo quando estou insatisfeita. Costumo me magoar fácil e tenho sérios problemas com a solidão.
Acho que passei na fila do exagero mil vez. Tudo na minha vida parece exagerado. O amor, a dor, o sofrimento, a angústia, a tristeza, a alegria, a emoção.
Eu sou intensa.
Se gosto, gosto muito. Se quero, quero muito. Não sei viver uma vida mais ou menos. Não consigo ser meio feliz e não fico meio sem graça. Se fiquei sem graça foi por completo.
Eu exagero, e por isso muitas vezes sou mal interpretada. Se sorrio, estou dando mole; se dou atenção, fiquei fácil; se não quero assunto, sou grossa; se brinco demais, viro uma total tosca. Eu não falo meias palavras e nem dou recado pela metade: sempre fui sincera e este sempre foi o meu maior defeito. Sinto muito se não agrado a todos – essa nunca foi minha real intenção.
Erro e peço desculpas; fico emburrada sem razão; choro sem motivos; faço beiço e tempestade em copo d´água e implico por puro prazer.
Assumo o que faço e não fujo da verdade. Não preciso mentir, pois sei omitir.
E posso exagerar mil vezes no que digo e no que falo. Mas pelo menos eu falo.
Eu prefiro falar, do que calar.
Franqueza, minha fraqueza.
Na minha vida eu conheci pessoas maravilhosas e outras que tem a profundidade de um pires.
Ah, e claro, a vida continua – cada vez mais – cheia de amor, som e fúria.

